Empresa Familiar

A empresa familiar é um complexo sistema onde habitam três importantes áreas: o Patrimônio/Negócio, a Gestão deste patrimônio e a Família.

A interseção destas três áreas e a mais poderosa, chama-se Relacionamentos. A falta de convergência entre acionistas herdeiros, acionistas gestores e executivos pode levar a empresa a ser deficitária, fechar ou ser vendida, interrompendo o ciclo do crescimento e perpetuação, via de regra, o desejo do Fundador.

Encontrar o melhor equilíbrio entre o uso da propriedade, os desejos dos familiares acionistas e a gestão do patrimônio, tem sido um desafio constante na liderança e gestão das empresas familiares.

Alguns momentos são crí­ticos: quando surge crise financeira por má gestão, quando um herdeiro deseja trabalhar na empresa mas não tem capacitação, quando a má distribuição de resultados afeta a vida dos herdeiros, quando acionista quer vender sua participação por discordância sobre gestão, quando a empresa precisa crescer e não dispõe de familiares gestores capazes, quando não há caixa suficiente e/ou o Fundador quer passar o comando. Nestes momentos as questões entre membros da família, aparecem ou já podem estar existindo escondidas, devido as diferenças de pontos de vista e anseios, nem sempre reveladas. A tendência, caso não resolvam ou demorem a resolver, será o enfraquecimento da organização e das relações familiares.

Características da Empresas de Sucesso

Características da Empresas de Sucesso

Se pelo menos um destes itens não está acontecendo em sua organização, precisa de mudanças.

  1. tem profissionais, que querem se sair bem no que fazem: produtos ou serviços de alta qualidade
  2. propiciam oportunidades de desenvolvimento, contribuição para carreira interna, dão liberdade de atuação, participação e sucesso conjunto;
  3. valorizam trabalho em equipe;
  4. existe “senso de pertencimento” que sacia os desejos dos indivíduos de se sentirem parte de um grupo, constituindo um ambiente de trabalho harmônico;
  5. significado, com um trabalho  direcionado a um propósito maior – vc sabe o que aquela marca é, identifica-se com ela e sente orgulho de ser parte dela, o que cria também um senso de comunidade.
  6. lideres mobilizadores à visão e equipes focadas no todo com alta performance.
  7. observação atenta na interdependência na cadeia de valor.
  8. foco no fazer acontecer – idéias em ação.
  9. relacionamentos fluidos – a empresa como uma teia de relacionamentos
  10. cooperação e visão do todo entre todos; alta resiliência dos lideres e equipes
  11. lucros e caixa gerado positivo
  12. baixo turnover
  13. governança corporativa efetiva
  14. missão, identidade e valores éticos conhecidos e praticados;
  15. cultura da performance e desempenho;
  16. coaching para desenvolvimento de competencias;
  17. pratica permanente de feedbacks de forma construtiva;
  18. escutar os colaboradores diretamente ou por canais competentes;
  19. informação abundante;
  20. foco na sustentabilidade com rentabilidade;
  21. As supercorporações  estão associadas a todos estes traços e, por isso, geram lealdade entre funcionários e consumidores, o que contribui para que permaneçam no mercado muito tempo.
  22. A grande arma secreta é o comprometimento das pessoas, fazendo parte da cultura organizacional.

Qual a métrica de um negócio?

A métrica do resultado de um negócio, com fins lucrativos, está sempre vinculada ao resultado do caixa gerado e o lucro operacional, antes dos efeitos da estrutura de capital, que é determinada pelos sócios e o custo dos recursos. No botton line, é agregar valor à empresa e aos acionistas, é ver o patrimônio líquido crescendo e com generoso pagamento de dividendos – cash yield, que gera o retorno aos acionistas. É isso o que vale, desde que realizado com equilíbrio nas decisões e vinculado aos valores, missão, identidade e cultura da empresa. Tudo o mais que deve ser feito, como investimentos em tecnologia, processos, sistemas, pesquisas, recursos humanos, inovação, sustentabilidade, políticas sociais e ambientais etc., é para gerar mais clientes, lucros e fluxos de caixa positivos, senão a empresa não consegue continuar. É capaz de sobreviver tendo prejuízos durante determinado tempo, mas não é possível operar com baixa geração operacional de fluxos financeiros. É vital. As operações da empresa tem que gerar caixa positivo, senão haverá enorme possibilidade de fechar, exceto que haja mudança. De nada adianta ter belos programas, sem o retorno devido, de forma econômica ou financeira. Os custos, preocupação permanente, são feitos dentro de casa enquanto que os preços são determinados pelo Mercado. Tudo que representa custo, tangíveis e intangíveis, tem impacto direto nos resultados e no fluxo de caixa. Por isso, todos os colaboradores devem ter conhecimento profundo de custos, de todos os tipos e implicações.

Estas métricas estão relacionadas com todas as atividades da organização, quer seja nos processos de marketing, vendas, produção, inovação, qualidade e sustentabilidade quanto aos financeiros – custo do capital de giro, dos empréstimos, imobilizar versus alugar, terceirizar etc. Quaisquer destas atividades pode ter imenso impacto na geração de caixa, como no lucro operacional. Não precisa fazer muito esforço para perder recursos financeiros ou ter aumento de custos. Qualquer deslize em qualquer atividade, pode gerar perdas econômicas ou financeiras. Desenvolver novas formas de produção com materiais mais baratos, leves, que use menos tempo para serem produzidos sem perder as características da qualidade; estudos de logística, reduzindo o tempo e recursos no recebimento das matérias primas, estocagem e distribuição nos pontos de venda; redução dos níveis de juros, alongamento da divida, renegociação com fornecedores e clientes quanto a prazos de entrega e preços, redução de resíduos, observar  e reduzir os riscos ambientais, verificar todas as operações para gerar sustentabilidade do negócio,  são alguns exemplos que interferem no resultado financeiro, pelo lado hard do negócio.

Pensando pelo lado soft, os intangíveis, estes também podem trazer impactos significativos na sobrevivência da organização. Por exemplo: atitudes não éticas dos líderes como as que temos visto recentemente, podem levar a empresa a falência ou a recuperação judicial. Por outro lado, se a empresa desenvolve bem seus produtos, trabalha eticamente em todas as áreas, tem o reconhecimento dos clientes através do aumento de consumo fará com que  sua marca aumente substancialmente de valor. Há empresas listadas na Bolsa de Valores que tem o valor da marca muito superior ao valor de seus ativos ou de Mercado. Empresas de software, de pesquisas biológicas, farmacêuticas, as de conhecimento em geral, ao descobrirem novos produtos ou sistemas úteis aos consumidores, tem seus resultados e fluxos de caixa elevados repentinamente. Igualmente o valor de suas marcas.

A estrutura de capital pode ter reflexo profundo no fluxo de caixa e nos resultados, devido ao custo do capital – a proporção entre recursos próprios e de terceiros. Empresas que tomam recursos em moeda externa devem fazê-lo a longo prazo, tendo em vista o efeito desfavorável da desvalorização da moeda e o impacto no custo e caixa. Preferencialmente, ter como hedge, o mesmo valor dos empréstimos em exportações. Empresas endividadas devem ter como prioridade o pagamentos dos empréstimos, haja visto que, via de regra, o custo dos empréstimos é maior do que a receita da aplicação financeira dos saldos de caixa. Exceto se houver alavancagem financeira ou oportunidade de novos negócios que gerem retorno maior que a taxa de juros.

Desta forma, qualquer que seja a atividade, qualquer que seja a área da empresa, há que ter olhar de custo e financeiro, por que todas as atitudes dentro da empresa tem reflexo, positivo ou negativo, no caixa e nos lucros.

LUCRO: função primordial da organização

Excluindo as entidades com finalidade social, privadas ou públicas, o fundamento básico da empresa privada é o lucro e fluxo de caixa. Os clientes são o caminho. As pessoas criam e executam o caminho com um líder que lhes mostre e compartilhe da visão. O lucro sustentável, com responsabilidade social, ambiental e com governança, vem dos critérios de valor daqueles que participam das decisões corporativas.
Imaginando que pessoas diferentes se juntam para produzir, serviços ou mercadorias, como conseguir a melhor performance para que todo o fluxo se maximize? Toda empresa, assim como nós, temos uma cadeia de valor, eventos ou qualidades que nos tornam mais fortes e lucrativos. Os pontos da cadeia de valor devem ser maximizados, individualmente, para que a cadeia seja otimizada. No caso das empresas, tudo o que gira em torno e que entra no processo produtivo-nas unidades de negócio e as de apoio, tem repercussão nos resultados e nos fluxos de caixa. A forma de fazer se apoia no modelo de comportamento daqueles que tem o poder de decidir, em qualquer ponto. Estas células de negócios, se atuarem de forma independente, não contribuirão com todo poder no todo desta cadeia de valor. Entretanto, se as unidades de negócio e apoio estiverem ALINHADAS, INTEGRADAS E COMPROMETIDAS com as metas da organização e fluírem juntas ou em rede, os resultados podem ser maximizados. O líder partilha o rumo, observa os participantes, fortalece os que estão com menos desempenho, observa o ambiente e o momento, informando o andamento do processo. Correções devem ser rápidas para diminuir a distancia em relação à meta.
Se algo muda, interno ou externo, se há necessidade de atingir novas metas decorrentes da competição ou mudança de objetivos, algumas habilidades dos colaboradores precisam ser desenvolvidas. Fazendo do jeito que esta sendo feito, trará os mesmos resultados, ou piores. Para alcançar novos e melhores resultados, mudanças precisam ser feitas. Mas onde está a mudança? No comportamento, nas atitudes da gestão e liderança.
Lucro, enfim, é uma questão de atitude. Mais lucro representa mais mudanças do que esta sendo feito. As mudanças nas partes ou na visão do todo, são comportamentais. MUDE ANTES QUE SEJA FORÇADO. SEJA PROATIVO EM VEZ DE REATIVO.MUDANÇAS ALINHADAS PARA TORNAREM-SE FORTES.

Empresa familiar e governança corporativa

Não há empresa que que não necessite de ajustes na gestão, na forma de conduzir os negócios. Se perguntar a um empresário o que precisa mudar na empresa, o que não está indo bem e o que funciona a contento, saberá dizer. A depender do tamanho do ego, é possível que “segure” o que precisa mudar. Isso seria reconhecer falha na sua gestão, que nem sempre é aceitável, se for um líder arrogante. Falhas, erros, desafios nao alcançados são pontos de aprendizados, se souberem aproveitar a oportunidade.

Os três elementos: a propriedade, a família e o negócio ou gestão. Na empresa familiar, é possível que cenários de desavenças e instabilidade aconteçam. É importante dividir a função do proprietário, da família e do gestor da empresa. Fundamental ter acordo que disciplina que regule o relacionamento da família com o negócio. Nem sempre o Fundador consegue manter a gestão da empresa com elevada performance. Com o tempo deve diminuir a capacidade de gestão, trazendo resultados menores que os esperados e redução na capacidade de gerar crescimento e harmonia.

Algumas empresas familiares decidem profissionalizar a gestão, o que nao significa diretamente, retirar das posições de liderança ou gestão, executivos que tenham relações familiares. Profissionalizar significa colocar nas posições de liderança as melhores pessoas que o mercado disponibilize, que pode ser até um parente, desde que tenha competência técnica e emocional.

Antes que esta situação aconteça num nível mais profundo, recomendamos passar por uma reestruturação organzacional e financeira, com as mudanças forem necessárias, incluindo desenvolvimento de competências de líderes e preparação de sucessores.

Como instrumento de gestão indicamos caminhar para a implantação das boas práticas de gestão da governança corporativa. São recomendações para a gestão que uma organização empresarial deve seguir, de acordo com sua cultura, foco e realidade.Traz inúmeros benefícios, como uma melhor percepção do Mercado, desde a obtenção de maiores linhas de financiamento e novos sócios para futuros investimentos.

Segundo o IBGC, a governança corporativa “[...] é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle”. Tem como finalidade aumentar o valor da sociedade, tangível e intangível, facilitar o acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. Baseia-se em quarto princípios básicos:

  1. (i) princípio da transparência, que está no desejo de disponibilizar informações que sejam do interesse da empresa e não apenas aquelas impostas por lei;
  2. (ii) princípio da equidade, que está caracterizado no tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas;
  3. (iii) princípio da prestação de contas (accountability), que está contido no dever dos agentes de prestar contas de sua atuação; e
  4. (iv) princípio da responsabilidade corporativa, que dispõe que os agentes devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade.

Juntando estes aspectos, como seria implantar nas empresas familiares diante de suas características?

Quais os benefícios que podem ser alcançados?

Como tratar das questões emocionais envolvidas nos relacionamentos entre os familiares, acionistas ou executivos?

Como implantar a boa governança numa empresa familiar?

Como preparar a empresa no processo de sucessão?

Profissionalisar a gestão significa demitir parentes?

Um convite aos ventos das mudanças: mude certo, antes que precise.

Os barcos nos levam de um lugar ao outro, como qualquer veículo. Os barcos andam a favor e contra o vento, superando adversidades e seguindo o seu rumo em direção à META. Quando as variáveis estão bem afinadas, equipe e timoneiro, velas ajustadas ao vento existente, a rota e maré, é quase certa a vitória. Se uma das variáveis muda, mudanças rápidas precisam ser feitas, através da equipe resiliente com alto grau de adaptabilidade para garantir a chegada à meta. Assim é a vida, empresarial ou individual. Mudança é uma constante e quanto mais forte for a tempestade, mais rápida tem que ser os ajustes, senão o barco pode afundar ou ficar avariado necessitando de revigoração. Tripulação competente só sabemos na hora do fogo cruzado pelos fortes ventos e altas ondas da competição e dos efeitos da globalização. Mudar de bordo, assim como revigorar na tempestade é tarefa para equipes competentes, experientes e afinadas.
Em mar de almirante, as equipes/administradores são pouco exigidas, mas devem estar preparadas para as surpresas, as mudanças de vento, as adversidades e incertezas. Mudar o que vem sendo feito, ajustar tecnicamente a direção do barco e a posição das velas em função do vento e do destino, tanto quanto manter a equipe em aprendizado constante, na sala da vida, mostrando o que ela tem de melhor naqueles momentos, focada na missão, nos resultados, na cultura e nos valores, que é o alicerce comportamental. É preciso fazer de forma diferente o que vem sendo feito para se obter novos resultados e melhores.
Acreditamos que os valores, a ética, a visão, a cultura, a identidade, os relacionamentos, a informação, a inovação e o desempenho de uma equipe capitaneada por um líder que desenvolve sua equipe, que é um construtor de relacionamentos e um divulgador da missão e valores, são os melhores oceanos para uma navegação empresarial estimulante, rica, próspera, cooperativa, socialmente responsável e sustentável neste mar repleto de incertezas, desafios e possibilidades.

Nossa missão, bem como o que mais gostamos de fazer, é ajudar apreciativamente às pessoas e às organizações a realizarem suas metas, gerando e participando do processo de mudança, desenvolvendo as respectivas competências necessárias e construindo um plano de ação para atingi-las. Realiza-nos vê-las conquistadas.

Mudança e resistência

MUDANÇA E RESISTÊNCIA

Out 2008

A terceira lei d Sir Isaac Newton nos diz que “a uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias”. No lado comportamental, toda mudança-uma ação, gera reação que é chamada de resistência. Resistimos a mudanças, via de regra.Tirar do conforto do “mesmismo”, entrar no desconhecido não são coisas agradáveis ao ego da maioria das pessoas. Para cada mudança desejada, há uma resistência de igual magnitude. Quando conscientes, vivemos na dança da acomodação entre mudança e a resistência. No processo de mudança de um ponto ao outro, de profissão ou em qualquer mudança a maior vitoria não é alcançá-lo, mas vencer o medo da mudança.

Todo processo de Coaching envolve mudanças, por que fecha gaps. Um gap é o espaço compreendido entre o ponto que estamos e ao que queremos chegar. Alguns chamam este espaço de tempo.  Ninguém procura por Coaching para dizer que a vida está ótima e que não precisa de planos para os meses ou anos seguintes, como se estivesse “tudo em ordem ou sob controle”. As pessoas, via de regra, querem continuar crescendo e se desenvolvendo mesmo aqueles que se auto-sabotam por conta da bendita culpa inconsciente.  Mudanças são necessárias para ir a outro lugar, qualquer que seja. Se não houver mudança as pessoas continuarão chegando ao mesmo lugar ou “parado”.

Por que há tanto medo na mudança? Por que ela quebra o equilíbrio, é uma ameaça. No mesmo corpo, todas as vezes que há um “invasor” e, que ameaça o equilíbrio, o sistema de defesa o imunológico vem atacá-lo. Ameaça gera defesa e/ou ataque. Se levarmos esse assunto para as empresas sabemos que todo o inicio de mudança gera enormes resistências, incluindo aqueles que aceitam externamente, mas negam por dentro de si. Mudança empresarial é mudança comportamental dos participantes ou, até mesmo, envolvendo os stakeholders. Os resistentes, São aqueles que dizem: isso não vai funcionar, é mais uma tentativa do líder que chegou; ele não conhece a turma daqui; já vi este filme antes; se está dando certo para que mudar; não vai contar comigo, pode até repercutir no meu emprego.

Mudança é ameaça porque vai levar a uma zona do desconhecido, tirar da zona de conforto. É no desconhecido que está o novo. Para mudar é preciso se largar dos braços suaves do conhecido para passar pelos tentáculos do polvo e chegar novamente a uma posição de segurança, mesmo que breve. Mudança é inerente aos organismos vivos, como nós e as empresas ou qualquer rede social. Mudança é inevitável. Na mudança algo precisa morrer, algo precisa ir embora para que algo novo apareça. Se nem gostamos de falar em morte como podemos gostar de mudanças se elas trazem inevitavelmente um tipo de morte? A morte de padrões de comportamento, de processo, de hábitos e crenças.

Se há resistência é porque estamos à busca de algo novo; queremos mudar. O medo é uma enorme resistência. Trazer os pontos de resistência para perto é recomendável, por que só assim podemos ir além. Se dermos força a resistência, se manterá. Entretanto, se a aceitarmos, perderá a força. A transcendência só acontece com a inclusão. “Coma” a resistência, transforme-a em lixo e vá em frente. Resistência é um bom sinal, é um claro indicador de que estamos no caminho de mudança de nós mesmos.  Quando você está fazendo um processo de mudança a primeira pessoa que você deve convencer é você mesma. Se não acreditar que a meta é real, que pode alcançá-la e está dentro dos seus mais elevados desejos de realização você não conseguirá a si mesmo e aos outros, se for o caso.

Consultoria Corporativa

Consultoria Estratégica

 2.1. Reuniões com o Roberto Cunha – uma forma poderosa, simples e eficaz de repensar a empresa com a participação de um experiente executivo.
Duração: as reuniões podem ser mensais, bimensais ou trimestrais com duração a critério do cliente. As empresas, em sua maioria, têm adotado o período de duas, quatro horas ou oito horas sendo feitas na sede da empresa como em outro local.

O processo destas reuniões é fazer com que o Cliente relate como tem atuado, quais os obstáculos, pontos de crescimento, que está encontrando.Roberto Cunha, através de sua larga experiência em gestão de empresas(ver curriculum) em crise financeira e societária, certifica-se das adversidades. Através de questionamentos apreciativos Roberto Cunha, faz com que os lideres da organização possam achar os caminhos para superar aqueles obstáculos , atuando na mudança dos comportamentos e processos para que as pessoas e a organização possam gerar mais e melhores resultados.

2.2. 16 horas com Roberto Cunha – Um encontro apreciativo sobre o planejamento estratégico da empresa: onde estamos, para onde vamos, como chegar e como sustentar o caminho.

Em dois dias, tempo integral, fora do ambiente de trabalho reunimos os colaboradores mais representativos da organização para repassar a forma como estão gerindo a organização.
Nas reuniões mensais o Roberto Cunha, juntamente com a cúpula decisória, faz o acompanhamento para avaliar o praticado diante das decisões aprovadas anteriormente pela alta administração, os sucessos, os novos aprendizados pelos erros e as medidas que precisam ser tomadas para corrigir o rumo bem como por conta daquelas adversidades surgidas no caminho.

2.3. Planejamento estratégico financeiro para pequenas e médias empresas

Para atender as necessidades de planejamento das atividades de pequenas e médias empresas como: objetivos, metas, propósito e a forma de ação dentro do ambiente competitivo culminando com a elaboração do fluxo de caixa da organização;

Mensalmente e a critério da organização, Roberto Cunha poderá fazer o acompanhamento para avaliar se as ações estão sendo implementadas a contento bem como contribuir no plano de ação para a correção de rumo.

Para que uma consultoria com uma pessoa experiente?

No cenário econômico atual, vence o mais preparado e não o mais forte. Vence quem tem a maior velocidade de resposta de forma mais eficaz, com menos custos envolvidos e focados nos propósitos e resultados financeiros, sociais e ambientais de forma sustentável. Nestes encontros os participantes são chamados a pensar a organização em todas as suas áreas e o que precisa ser feito para ser uma empresa sustentável e com vitórias permanentes dentro do ambiente competitivo e cheio de incertezas.

O volume de informações, mudanças e adversidades é imenso. Não temos controle sobre nada principalmente por que a organização é um organismo vivo no qual as palavras de ordem e controle nada significam. É preciso uma nova maneira de pensar e gerir as organizações no tempo da velocidade. Uma pessoa experiente, que tenha colocado a mão na massa de forma vitoriosa, tem muito mais possibilidades de ajudar à chegar ao sucesso de uma organização. Isso o Roberto Cunha tem. Cheque. 

Resultados esperados: 

  • Re-descobrir e implantar o que dá VIDA e poder à organização e ao indivíduo;
  • Aumentar a produtividade, a cooperação, o bem- estar bem, os lucros e o fluxo de caixa.
  • Fortificar as equipes, os propósitos, a cultura, a informação, as relações, as redes e valores da organização;
  • Clarear questões mais profundas dos relacionamentos que impedem a integração das pessoas nos times, propósitos e na otimização dos resultados;
  • Desenvolver os líderes de lideres e os LIDER COACH
  • Propiciar o desejo ao autoconhecimento gerador do equilíbrio harmônico, da autoconfiança e resultados.

Mudança comportamental e os resultados da ação e reação

Tanto as empresas como nós, estamos, a cada instante, num determinado ponto da estrada da vida profissional, pessoal ou familiar. Todos querem crescer, melhorar. Queremos sair de um ponto da estrada para outro melhor ou mais alto na escalada pessoal ou empresarial. É uma transformação, fechamos um gap entre um ponto e outro.

Sabemos que se estamos num determinado ponto, consciente, é por que tomamos atitudes, reagimos aos desafios e adversidades de uma maneira que foi nos levando ate onde estamos. Se continuarmos agindo do mesmo modo, nos manteremos no mesmo “lugar”, mesmo sabendo que tudo muda o tempo todo. Se queremos mudar, sair de uma situação/ponto – emocional ou física, é preciso que atuemos de forma diferente. Os comportamentos adotados, que nos levaram ao ponto que estamos, devem ser modificados para que os resultados sejam diferentes e venhamos atingir novos pontos da vida/metas. Obstáculos, internos ou externos, devem ser compreendidos e superados. Isto vale para empresas e pessoas. Na realidade, vale para as pessoas.

As empresas são feitas por pessoas, pela somatória dos comportamentos dos colaboradores na interação com parceiros, clientes, adversidades, stakeholders etc. Todo o comportamento gera uma ação cujos efeitos implicarão imediatamente no lucro e no caixa da organização. Se as atitudes não forem focadas nas metas da estratégia, formula feita para gerar sucesso, se não estiverem de forma coerente, quanto a valores, na mente do colaborador, executivo, líder etc, por certo não trarão melhores resultados.

Se não estamos, empresas ou pessoas, no ponto que queremos, é preciso mudar para acertar. A mudança é comportamental. É nesta mudança que ajudamos você a realizar e chegar. No fundo, queremos ver você feliz, por que merece. Estando feliz, melhores resultados virão.

Crenças e valores

Acreditamos que:

A somatória dos modelos mentais produzem resultados, que são influenciados pelos estados emocionais.

A empresa é uma comunidade humana, sujeita as condições emocionais dos participantes do ecossistema a qual pertence.

Sendo a organização um organismo vivo, a informação, o relacionamento e a identidade são as três coisas mais importantes. O desequílibrio em uma afeta totalmente o restante.

Tudo está interconectado e interdependente. Desta forma, nao há como operar isoladamente.

Quanto mais o nivel de autoconhecimento de um executivo ou líder, maior será a base para decides em equilíbrio.

A autoconfiança vem do autoconhecimento.

A fonte co-criadora é a pessoa, por isso ser o que há de mais importante na organização.

Os resultados decorrem de atitudes, tomadas por pessoas, seres humanos condicionados por suas crenças.

Os lucros e fluxo de caixa positivo devem existir sem prejudicar os valores humanos e o meio ambiente.

Todo bom líder é um líder coach.

Quando as pessoas realizam um trabalho no qual expressam o sentido da vida, conectadas por um propósito comum, sentem-se reconhecidas e pertencentes ao time, elas dão mais de si, são mais equilibradas emocionalmente, produtivas e criativas, têm mais energia e contribuição cooperativa focando no resultado do todo.

O alicerce do sucesso da construção e permanência da casa organizacional são as relações.

Prosperidade vem da harmonia que necessita de transparência, equidade, prestação de contas e informação fidedigna.

O comportamento das pessoas interfere nos lucros e fluxo de caixa.

O indivíduo mantenha o equilíbrio através do conhecimento de seus alicerces emocionais, base de suas reações, diante da complexidade e incertezas do mundo profissional, pessoal e familiar.

Na co-criação consciente da visão de futuro baseada em valores universais com humildade, coragem e amor, dentro da abordagem sistêmica.

A mudança comportamental é fundamental para atingir novas metas.

O conhecimento e bom uso do poder da resiliência e adversidades como fator motivador de crescimento.

O amor é o principio positivo gerador de abundância, integração, verdade e base das decisões.

A avaliação apreciativa do uso dos valores do ego, na determinação das qualidades das atitudes dos líderes e colaboradores que interferem nos resultados das relações, lucros e fluxos de caixa.

Qual deve ser o foco das organizações?

Qual deve ser o foco das organizações?

Artigo publicado na Gazeta Mercantil de 06 de maio de 2002

Qual deve ser o foco das organizações? A grande maioria diria que é o cliente e seu respectivo mercado ou o que simboliza a marca. Estaria o crescimento sustentável

incluído além destes propósitos? É bem verdade que o molho organizacional hoje é a competitividade. Busca-se ser competitivo. São dois caminhos: ou a empresa cresce ou há uma grande probabilidade dela vegetar e morrer, o que é natural considerando a organização como uma comunidade viva e que deve, preferencialmente, ser administrada pelo continuo diálogo entre os colaboradores. Entretanto ela pode existir pela eternidade se o que gera a sua vida for mantido, renovado ou transformado. A pergunta é: o que gera a vida da organização? O que a mantém pulsante? Qual é o seu “oxigênio”? Luta-se para conseguir manter-se e crescer no mercado, vencer a competição contra um concorrente, continuar com os atuais clientes, ganhar uma licitação e ainda assim ter como sócio o governo seguindo as regras do jogo. No fundo novos clientes que vão gerar novos fluxos de caixa.

Ganhar, lutar, vencer, competir. Palavras que parecem até uma guerra, mas isso não precisa necessariamente ser encarado desta forma. Os caminhos devem ser fluidos. Temos visto até parcerias entre concorrentes objetivando ganhos de escala nas aquisições de matérias primas ou produtos para atender uma determinada linha de montagem. Ainda veremos atitudes empresariais que nos deixarão surpresos, sendo que a intenção é  de se manterem competitivos e atenderem aos desejos do cliente. As empresas se juntam em parcerias estratégicas a favor delas mesmas e do cliente.

Se o cliente é o soberano, como seria o resultado das organizações se os clientes se juntassem para obter o mesmo ganho de escala? Será que o cliente sabe realmente o poder que tem? Em todos os casos estamos lidando com pessoas cujas atitudes estão baseadas no seu referencial interno, naquilo que acreditam.

As organizações precisam muito mais das pessoas do que estas das organizações. Maquinas trabalham seguindo ordens, mas não criam. O ser humano cria as maquinas, os softwares, os processos, as estratégias, os resultados e levam as organizações a atingir o seu propósito. Cria tudo. Do melhor ao pior. Da guerra ao amor. Da competição à cooperação. A competitividade privilegia o talento que também precisa do seu foco pessoal e que  tenha um pensamento sistêmico. Sem talento não há competitividade.Investimentos realizados nos colaboradores que tenham foco pessoal e usem seu dom, capacidades e habilidades em prol da criatividade e dos propósitos da organização, soam como doses de vitaminas poderosas no corpo para manter-se, crescer e usufruir do ambiente. A mente das pessoas é o oxigênio das organizações.

São as atitudes mentais, influenciadas ou não pelo reflexo de um mundo não linear e complexo, que geram decisões, que darão a vida ou morte das organizações. Como disse Einstein, “ não há separação entre a mente e a matéria”, o que significa a importância da consciência de cada um de nós nas atitudes que gerarão efeitos. Que efeitos estamos vivendo por conta de nossas atitudes? Por isso não há nenhum processo de transformação pessoal ou organizacional que não parta primeiro do interior de cada um. É a consciência que cria a realidade. Se mudamos dentro de nós, mudamos o que percebemos e fazemos. Basta olhar ao redor  sem esquecer de sentir como você também está.

Parece-me que as capacidades e habilidades individuais, que fazem os resultados do time, podem gerar qualidade de produtos competitivos e resultados da organização. O foco deve ser centrado nas pessoas, nos talentos, na liberdade de criar e inovar, no uso da intuição, na informação abundante fazendo pontes e não muros, nos relacionamentos verdadeiros, na expansão da consciência e em permitir, com coragem, a criação de um ambiente fluido em que as pessoas possam ser ouvidas e se manifestarem como elas realmente são, alinhadas a identidade e propósitos pessoais e da organização. O oxigênio das organizações está nas mentes e nos relacionamentos numa enorme rede invisível. Se a vida está no invisível, qual deve ser o foco do líder?

Roberto Cunha

Presidente da Mannaz

Negócios & Consciência

roberto@mannaz.com.br

Copyright © 2002, Roberto Cunha. Todos os direitos reservados. Propriedade intelectual protegida.

A empresa emocional

( artigo publicado na Gazeta Mercantil Bahia, pg. 2, de 2 de agosto de 2001)

Acostumados ao “ ver para crer” durante séculos, a ciência, basicamente a física quântica, tem nos mostrado que o que vemos não é real e que o real é o que não vemos, mas sentimos. Que não existem espaços vazios mas sim campos mórficos que são preenchidos por nossos pensamentos. Emoções, redes de relacionamentos, comunicação não verbal, atitudes não quantificadas, a intuição, fazem parte do invisível nas organizações.

O sucesso das empresas hoje vem, em grande parte, da velocidade com que respondem as mudanças internas e externas num mundo não linear e complexo devido as interligações. O que faz a velocidade nas organizações são os relacionamentos entre as pessoas o que implica em canais livres de comunicação, sem barreiras, principalmente as emocionais. Ora, se eu não estou bem comigo o que passo ao meu colega do time? Me permito ser transparente? Expresso sempre a  minha verdade? Qual é a qualidade do que faço quando estou na negatividade, na raiva, no orgulho ou no medo? O que estou agregando de valor a mim e ao cliente quando estou nestas condições, consciente ou não? Será que a minha visão de mundo naquele momento, meus propósitos de vida e valores, não importa qual a minha posição na organização, ou como estou me sentindo, podem impactar nos resultados da empresa por conta do meu comportamento? Quando não digo o que penso/sinto, com medo de não ser aceito pelo outro, quanto perdemos? Quando decido por orgulho ou vaidade, o que gero de resultado? Poderia ser melhor?

Para atingir resultados precisamos de estratégias que são feitas pelos acionistas, colaboradores e clientes….quem são eles? São seres humanos que tem crenças. Será que estas crenças também interferem nas estratégias, que geram os resultados? Quando recebem uma informação, o que a faz  ver como crise ou oportunidade? É o referencial interno. “Vemos” o que projetamos de dentro de nós.

Quando vou falar com o “chefe” e a secretária diz “ ele está daquele jeito”, respondo

“ então eu falo com ele outra hora” , no mundo da velocidade, quanto perdemos? Se não sou líder de mim mesmo, como posso ser líder de outras pessoas?

Se passamos mais de setenta por cento da vida util no trabalho, como não faze-lo num ambiente harmonioso,  cooperativo e que me sinta bem? Para que não encaramos o trabalho como uma realização pessoal ou como aquilo que dá sentido a vida como ser humano? O que faz você ir até seu trabalho? Se permite ao prazer? O propósito da sua empresa, se ela tem, é similar ao seu propósito de vida? Se não é, que esforço voce faz para se manter onde está? Fica na zona de conforto? A vida sem risco, sem ousadia não tem sabor. Depende de quem mudar? Somente de nós.

As empresas são organizações vivas que devem viver no equilíbrio dinâmico, em mutação permanente……inovando…..intuindo o desejo/sonho do consumidor antes que ele se manifeste. Cada organização  tem uma energia própria formada numa mente una de todas as pessoas, que tem emoções, sentimentos e que criam……onde criar é nato do ser humano sendo  a  informação  a sua matéria prima……se não me dou com o fulano, não passo a informação…o link é dado pela forma da comunicação….quem perde?

Para liderar seres vivos é preciso uma grande capacidade de intuir uma linguagem invisível, a do sentir…..é saber dar calor ao time, é preciso descobrir a sua essência e a dos outros. É preciso ser autoconhecido……equilibrado.

É importante descobrir o que dá tesão pela vida, que está sendo coerente entre seus pensamentos palavras e ações; que você está onde está ou como está pela absoluta qualidade de suas escolhas durante a vida…tudo é ação e reação, causa e efeito…..e que o destino da sua vida está onde sempre esteve, nas suas mãos……é preciso estar desperto…..centrado….olhar para dentro de si mesmo…..que a vida, como tudo no Universo, é impermanente…..que tudo passa……então o que faz da vida? Vive o hoje ou especula com o amanhã? Faz o que ama e ama o que faz? Se você não está no estado de prazer, pode ficar doente……..é sua escolha…..é gostar do “ me engano que eu gosto”.

Para otimizar os resultados devemos entrar no SER para entender como tomamos atitudes, como somos e podermos liderar os outros. Vamos sentir e refletir, em cada momento, como nossas crenças podem nos fazer crescer ou nos derrubar, lucrar ou perder. Vamos entrar na gestão, através da liderança e motivação de um SER, dentro de uma organização viva. Vamos sentir como aumentamos os resultados da organização através das pessoas com propósitos e identidades definidas.

  

Pelo entendimento de como sou posso melhor entender como é o outro e vice versa, e como as atitudes podem interferir nos resultados das organizações.

Podemos dizer que são as pessoas que fazem os números e quanto melhor elas estiverem consigo próprias, participando de uma identidade e propósito do qual ajudaram a construir, melhores serão os resultados da organização e da sociedade.

É o crer para ver. É sair da desordem da razão para a ordem da alma, que não pensa, só sente e faz. É preciso que a manifestação seja a partir do coração e não somente da razão.  Para isso é preciso ter coragem. Você a tem. Deixe-a sair.

Roberto Cunha

Coaching Executivo - o que é?

O foco da RCCOACH é assessorar o executivo, no desempenho de suas atividades, em diagnosticar, refletir, planejar e implementar ações voltadas à gestão da própria carreira o que favorecerá também a organização.

Recomendamos este processo quando:  há mudança do perfil da função do executivo por assumir outras áreas, devido a fusão, relacionamento com novos parceiros e/ou lideres superiores ou até a necessidade de desenvolvimento de novas habilidades gerenciais/gestão de equipes observadas nas avaliações. O que se tem observado é que poucas empresas dão suporte ao executivo em seu processo de mudança para atingir novo nível de desempenho naquela habilidade em déficit. Aqui entra o papel do Coach.

A metodologia é fundamentada num modelo participativo, com envolvimento do executivo e, dependendo do caso, da diretoria de RH da empresa e do líder do executivo. Entretanto o trabalho de coaching é com cliente (o coachee) unicamente. Por meio de questionamentos e reflexões orientado pelo Coach(quem aplica o processo de Coaching), com suporte de instrumentos e recursos específicos, o executivo é levado a identificar e sistematizar o encaminhamento do desafio/competência a ser trabalhada, levantar/analisar e refletir sobre possíveis alternativas de solução, definir caminhos específicos, elaborar plano de ação consistente e, quando for o caso, estabelecer sistema de controle das ações a serem implementadas bem como um plano de ação para as adversidades possíveis.

O papel do Coach é suportar o cliente na criação das soluções e na construção das etapas necessárias para atingir as metas previstas bem como um plano de ação baseada em valores. Em encontros periódicos com o Coach, por telefone ou presencial, são analisados os incidentes críticos e as tentativas de expressão de novos comportamentos. No final é gerado um relatório sobre todo o processo.

Sugestões de como escolher um coach executivo

Há pelo menos duas décadas o processo de coaching surgiu no ambiente corporativo. Buscava-se mais eficiência com melhores resultados. Executivos que tivessem suas capacidades aumentadas para poderem gerar mais resultados, preferencialmente mais consistentes. Pesquisa feita pela Harvard Business Review junto a executivos, constatou que a  maioria determinou, como o fundamental e mais importante, que o Coach Executivo tivesse a experiência em gestão, seguido de entendimento do comportamento humano. Apenas 29% consideraram que certificações fariam a diferença. Existem péssimos Coaches com certificações, assim como outras profissões.

SUGESTÕES:

  1. verificar quantas horas de voo o Coach tem de carreira no ambiente corporativo, para poder falar a linguagem do Mercado. Quanto maior o nivel do coachee dentro da organização mais fundamentos e experiência deve ter o Coach.
  2. Importantíssimo entender de comportamento, dos negócios e do contexto corporativo.
  3. Deve apresentar a metodologia que vai usar, faça assessments mostre que métrica usa para avaliar o progresso do Coachee e a frequência do programa.
  4. Converse o tempo necessário com o Coach para perceber sua capacidade, experiência, programa e sentir empatia e confiança. Sem estes aspectos aceitos, corre risco o sucesso do processo de coaching.

Imagine que você necessite melhorar sua academia de ginastica. A quem você procuraria como coach: alguém que já teve uma academia de sucesso ou um coach que nunca viu ou faz ginastica? Em que pode te ajudar? Como poderá fazer perguntas focadas? Como poderá te questionar se nada entende de academia?

TEAM COACHING - fazendo crescer a equipe

Quanto vale uma equipe bem desenvolvida e focada nos propósitos? Se alguns dos membros da equipe não estão na mesma performance que os demais, o rendimento da equipe tende a cair. Como fazer com que cada membro esteja dando o seu melhor, em peak performance e flow, todo o tempo? DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS.

Vence o melhor preparado, aquele que estiver com todos os seus músculos – competências, aptos para serem usados em qualquer situação, principalmente nos momentos da adversidade que gera estresse. Nesse estado regredimos, e tendemos a fazer mais do mesmo já feito. Como fica o indivíduo e a equipe?

Empresa focada em desempenho – fazer o melhor, alta performance – lucros e alicerçada por valores – a razão da existência necessita manter toda a organização gerando positividades dentro de um ambiente de confiança e comprometimento.

O Coaching pode gerar esta qualidade através do desenvolvimento dos indivíduos e das equipes trazendo a realização de suas metas pessoais e profissionais. O Coaching começa a partir da avaliação e determinação do gap entre a situação atual e a proposta através de um processo estruturado.

Achando um Coach de alta performance

Hoje em dia muitas pessoas se dizem Coach Executivo ou de Negócios após fazerem um curso de uma semana ou menos, com pouca ou nenhuma experiência em gestão ou de negócios em si. Como ainda não está regulamentada a profissão, inúmeros cursos surgem para darem a bendita formação: uns são sérios, outros nem tanto.  Por isso a pesquisa feita por Harvard dá sentido: certificação não é o mais importante, e sim a experiência. Ha muitos Coaches sem formação, por que viveram anos nas organizações. Se foram pessoas de sucesso, sem duvida devem entender de negócios e de pessoas. Se você adoecer, a quem vai procurar: medico nota 10 com anos de experiência ou uma outra pessoa? Quais são as chances de ser bem sucedida? Coaching, como em outras profissões, é assunto sério. Mexe diretamente com o comportamento das pessoas.

Então, quando você for escolher um Coach para assuntos corporativos, observe primeiramente se ele ou ela tem experiência em gestão, em liderar negócios e pessoas, preferencialmente em mercado em crise. Liderar um veleiro em mar de almirante, vento razoável e mar liso, é bem diferente do que comandar em mar turbulento e incerto, como nestes dias. Depois verifique se ele ou ela tem algum tipo de formação na área comportamental, se já ajudou pessoas. Finalmente se na vida profissional há algum deslize ético. Pergunte pelas experiências dele ou dela, afinal você é o consumidor e tem o direito de saber todo o conteúdo do que está comprando, afinal, vai trabalhar com sua vida. A quem estou abrindo meus pensamentos? Comprar bem o seu produto, ou seja, a utilidade que o resultado vai lhe trazer.

Portanto, ao pesquisar sobre um Coach lembre das 4 perguntas: experiência em negócios-viveu ser executivo de sucesso, conhecimento em comportamento humano-formação e pratica terapêutica/psicologica, ética e coaching. Boa sorte!

Engenharia financeira e as relações corporativas

Os conceitos e práticas da engenharia financeira como um processo estrutural da combinação de fontes de recursos, custos, moedas, garantias e prazos, está  cedendo a outras formas de engenharia baseada na necessidade de dar velocidade de resposta aos clientes diante de um mercado mutável e cheio de incertezas: as parcerias organizacionais cooperativas, voltadas ao cliente, como forma de manter e aumentar o market share e novos fluxos de caixa.Renasce a engenharia das relações.Em vez de processos financeiros na imobilização recursos abre-se um caminho de parcerias sinérgicas. A questão é como criar uma rede de relações corporativas que visem, conjuntamente, criar valor às organizações e aos clientes.

Isto implica na habilidade de conectar e manter níveis elevados de relações com todos os parceiros sinérgicos dentro do processo de atendimento ao mercado. Significa começar a engenharia das relações internas e externas que tem como fator diferencial e principal o ser humano, não importando que papel desempenha dentro da rede de relações. Numa rede o ponto de ruptura está no elo mais fraco, onde houver a menor quantidade de energia potencial e informação, por exemplo, um momento de descontrole emocional.

Os relacionamentos são o que há de mais importante na física, na biologia,na química, na psicologia e nos negócios. As relações criam vida e resultados. Nas relações nos conhecemos e quanto mais transparentes forem, mais fortes e duradouras serão as alianças.É o propósito comum que gera a união, uma identidade se cria e por ela abre-se um campo de possibilidades. Para que esta engenharia de relações tenha sua “taxa de retorno” elevada é necessário que haja transparência e verdade nas relações de forma que as tornem mais consistentes. Na construção de uma engenharia de relações cada atitude verdadeira representa um tijolo na edificação do propósito final.Confiar no resultado da rede de relações precede confiar em si próprio, de não entrar no auto-engano.

A qualidade das relações tem como origem um sistema de crenças sobre o qual as atitudes são tomadas enquanto interações estão sendo mantidas consigo mesmo, no diálogo interno, ou com o outro. Isto significa que o estado emocional dos líderes terá impacto direto na qualidade das relações e na formação da engenharia de negócios que estiver operando naquele momento. Estariam os líderes preparados para tal? Sabemos que por mais racional que seja uma decisão, existem fatores emocionais que comandam a decisão. Parece-me que investir na arte das relações focadas nos propósitos, não só da organização em si, mas no propósito de toda a rede sinérgica é o desafio da  educação corporativa e continuada.

Fazer a engenharia das relações de forma construtivista, “captando o dinheiro e pagando juros” ao outro, criando relações,  é preciso mexer nos parâmitos internos de cada elo da rede. Este deve ser a preocupação dos líderes em transformar cada colaborador num hábil facilitador de relações focadas nos propósitos globais. A engenharia das relações de negócios está centrada no comportamento humano cujo âmago estar o ser e uma pergunta: quem sou?

Só há relacionamento verdadeiro ou sólida engenharia humana se atuarmos nas relações de forma verdadeira

Comportamentos e Resultados

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Coaching Executivo e de Equipes

Coaching 

Coaching é um processo de desenvolvimento de competências comportamentais que geram mudanças de comportamentos e atitudes. Em coaching não se dá respostas, se faz perguntas por que visa o autodesenvolvimento. Todo processo de coachimg se passa através das pessoas, buscando suas próprias verdades. É focado em expansão do conhecimento e consciência que associado as ações especificas, transformam possibilidades futuras em realidades atuais.

No primeiro encontro entre o Coach e o Coachee, este informará o que busca desenvolver e também para gerar clima de confiança e afinidade entre ambos. O Coach explica como o processo de desenvolvimento acontece e se for do interesse do Coachee o processo começa.

O processo de coaching tem duração aproximada de 4-6 meses, com encontros semanais de 60-90 minutos cada. Tambem é possivel fazer por skype, quando da impossibilidade de locomoçao do Coachee. A maioria dos encontros sao presenciais e no escritório do Coach. A cada período de 4 encontros, avaliações são feitas para assegurar a qualidade e evolução do trabalho em relação a meta estabelecida.

O Coaching Executivo lida com o desenvolvimento de competências do líder. Via de regra são as habilidades do líder que precisam ser desenvolvidas e que impactam diretamente na realização das metas e estratégias da organização que atua, potencializando os resultados esperados.

Coaching gera desenvolvimento e responsabilidade pelas escolhas, ajuda a encontrar e aprender a tomar decisões equilibradas, sensatas, se autoconhecer, bem como a desenvolver os membros da equipe. Os encontros de coaching criam os caminhos, através de plano de ação criado e executado pelo executivo, para alcançar as metas desejadas, via de regra, novos desafios e mudanças – uma constante na vida executiva.

Coaching de Equipes – Top Team Coaching

O principal objetivo do desenvolvimento das equipes é identificar o “gap” da competência desta equipe que precisa ser desenvolvida, criando um plano de ação e de obstáculos para otimizar a performance e atingir os resultados esperados, da equipe e da empresa. Além disso, auxilia:

  1. a) Integração e alinhamento da equipe, engajamento, resolução de conflitos, definição de metas/foco do trabalho, melhoria na eficiência da execução de tarefas, impulsiona mudanças de atitudes, desenvolve o pensamento estratégico, melhora a comunicação e a autoconfiança, aumenta o espírito de equipe e de liderança criando alianças.
  2. b) Traz perspectivas mais amplas em relação a si mesmo, ao time e ao negócio em que está inserido; incrementa a produtividade, emergem os papéis e responsabilidades por si e por todos da equipe; surgem os desafios e potenciais dos integrantes do grupo, ajustes para melhorar o desempenho individual e da equipe, dentre outros.

Olhando o sol da vida executiva com a peneira

Olhando o sol da vida executiva com a peneira

No desenvolvimento da infância ficamos a observar e aprender olhando para fora de nós mesmos.Olhamos os objetos, partes do corpo e ouvimos afirmações qualitativas sobre nós, e na crescente interação com o exterior vamos moldando nossas reações e ações com base no que vem de fora. A luz interna vai se encobrindo de substancias não verdadeiras sobre o eu verdadeiro.Por medo da rejeição, procuramos seguir um modelo de comportamento, para continuarmos sendo aceito. Transferimos o poder da escolha ao outro. Pouco decidimos pela nossa própria vontade.Quando erramos, aquela experiência que não resultou conforme o esperado, a culpa é do outro ou procuro esconde-la debaixo do meu tapete interior,chamado de inconsciente. O castigo está iminente. Lutamos para mudar o outro, mas nunca ou muito pouco a nós mesmos. Sabemos muito a respeito de todos mas pouco sobre como “funcionamos”. Como posso se não olho para mim? Crescemos e assumimos um “eu sou” de uma profissão. Fujo, consciente ou inconsciente, do caminho da alma. Aceito os valores do ego, valores irreais. Fazemos faculdade, lutamos para aprender de tudo num esforço que até Zeus respeitaria. Línguas e títulos.Quase nada sobre a alma. Enfim ingressamos numa empresa. Puxa,depois de passado por um enorme e estreito funil pensei que a luta terminaria, mas que nada. É duro trabalhar.Observo que se não tiver cuidado o outro me passa a perna por que pesquisas mostraram recentemente que ter possibilidade de crescimento profissional é mais importante que ambiente de trabalho.Que coisa! Para onde me viro, haja competição. Pensava em times, pessoas realizando um trabalho com resultados e propósitos comuns, onde quem sabe mais ensina a quem menos puxando o nível para cima numa ajuda mutua.Isso deixaria a empresa mais veloz, resistente a ataques e criativa, em rede de times coesos. Que jeito?Tenho que ficar atento, em posição de luta ou fuga.Relaxar, jamais: em guarda. A mente, que comanda o corpo e as atitudes, confusa.Não cessa de varrer os horizontes. Criatividade, humor,saúde, boas relações:como? Me esforço ao maximo para permanecer empregado.Já criei vínculos com despesas e preciso de receitas.Ah, e se eles descobrem que eu não sou isso que eles pensam? Tenho que me esforçar mais, de um jeito ou de outro, tenho que descobrir como. Não tenho tempo para nada,estou envolvido até o pescoço e levando porradas na cabeça. Só sendo artista, driblando a situação e vivendo fora da vida real.Quem sabe umas doses de alucinógenos, uns remédios ajudam a fugir.Fulano também está nessa e parece que está se dando bem.Vou resistindo.Bato as metas e ganho bônus.Viajo e compro coisas.Pago minha ausência da família comprando presentes. Meus filhos vêem meu amor pelo que recebem. O ego aquieta por uns instantes.Mais cedo que imagino o encanto que o dinheiro dá,termina. Não é o dinheiro.Por si só apenas um pedaço de papel. É como o consigo e com o aplico. Entro na roda viva novamente, meu chefe ou o Conselho, querer de mim resultados e eu preciso mostrar que sou bom. O executivo ainda é pressionado pelo pior inimigo: ele mesmo. O mínimo é cumprir metas, melhor ainda se superá-las. Elogios e prêmios ou o convite a deixar o sobrenome corporativo.Que peso! Não tem muito para aonde correr. Permiti ser sugado pela montanha russa desta vida corporativa da qual as vezes não tem a consciência do “o que é que eu estou fazendo ou para que estou aqui”.O que me move viver? Que sufoco. Sem saída com os conflitos sobre os valores, um enfarto, um acidente, uma doença grave.Paro.Um freio de arrumação. Por que eu não agüentei? O que eu fiz com minha vida?Que escolhas? Ah, eu não olhei para mim. Fui levado a roldão.Suportei o que não podia suportar.Para que? E agora, tenho chances?Posso ser feliz em vez de sempre buscar tomar decisões para ter razão e que não me leva à felicidade?

Muito poucos conseguem manter o equilíbrio nos níveis profissional, pessoal, familiar e social. Este equilíbrio não é conseguido do lado de fora, mas senão dentro de cada um e a partir deste centro. Nada acharemos se ficarmos olhando e procurando no mundo exterior. Carl C.Jung disse que “aquele que olha para fora dorme, enquanto aquele que olha para dentro de si, desperta.” Einstein por sua vez  disse: “a maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo.” Pode doer na proporção que percebermos que estamos distante de onde deveríamos estar.

O nivel de exigência e pressão que estamos vivendo só será suportado por aqueles que conhecerem a si mesmo e que tiverem a coragem de realizar, por única escolha individual, o que lhes dá sentido à vida. Isso só é encontrado no coração de cada um de nós, pois é lá que reside o maior tesouro. Essa é a busca. Depois usar o que descobriu. Quando achá-lo vai perceber que todo o seu trabalho é se voltar para o outro, entregar o melhor de si mesmo, qualquer que seja a profissão a ser praticada. Cada um de nós tem um talento, uma maneira de fazer que somente você tem. Se a missão como ser humano é ser cantor, por exemplo, posso passar com muito mais criatividade e segurança as crises, se ocorrerem, do que se estiver usando o precioso tempo a fazer o que não gosto.Somente os autoconhecidos resistirão à pressão por resultados que imperam nestes tempos de competição no mundo globalizado.   

Num depoimento pessoal posso dizer que passei uma grande parte da minha vida jogando para a platéia de lucros e recompensas como executivo financeiro. Não li os sinais, continuei no rio turbulento e infeliz até que a crise bateu a minha mente. Eu não havia tomado o caminho certo.O certo é natural e sem esforço, acontece. Mudei e hoje em vez de correr para fazer melhor e maior os números do fluxo de caixa, eu me entrego a ajudar a harmonizar o coração com a mente daqueles que contribuem para fazer os números se tornarem realidade. Nas empresas, uma rede de relações de organismos vivos, o papel primordial do líder de líderes é entender do comportamento humano para poder geri-la no ganha ganha. Sabemos que por mais racional que possa ser uma decisão, o que a decide é um componente emocional. Conhecer a si mesmo, ser um executivo autoconhecido, e fazer por si é fundamental na  tarefa de conhecer os outros também.

Roberto Cunha

Mannaz – Negócios & Consciência

Presidente    

Carta aos líderes das organizações

Vivemos num Universo de comportamento não linear e de alta complexidade devido as interligações. As organizações são comunidades vivas geridas por humanos e como tal, sujeitos a emoções positivas ou negativas, sob as quais podem se basear as atitudes e tomadas de decisões. O caminho ao sucesso/resultado é através das pessoas que são a fonte da criatividade e da vantagem competitiva, incluindo também a tecnologia e o capital. É agregar valor, com responsabilidade social, ao Ser: o cliente, o colaborador , o acionista e a sociedade.

O sucesso da implantação das estratégias e programas de ação nas organizações está diretamente vinculada com a participação, integração e envolvimento dos colaboradores conectados a identidade da missão, bem como a velocidade da implantação. Busca-se a homogeneidade do propósito do time, onde a força do conjunto está limitada pelo elo mais fraco, feito pelo não envolvimento.

A proteção da organização é o uso continuo de sua cultura, que deve ser absorvida e difundida por todos os participantes. Cada colaborador é um guardião da teia mental sob a qual está a organização. Se um ponto da teia falha abre espaço para o enfraquecimento dos resultados, quaisquer que sejam. Migramos das estratégias empresariais competitivas para as culturas competitivas.

O que gera a rapidez nas organizações, nas decisões e implantação das estratégias, são os relacionamentos entre todos os participantes do time, o que implica em canais de comunicação interpessoais fluídos e transparentes onde a preocupação maior é o sucesso do resultado da estratégia a ser implantada e não a “razão individual”. É a parte buscando a solução para e com o todo enquanto que. atitudes egóicas e individualistas tendem a prejudicar o todo e a si mesmo. Entender o comportamento humano, usando a sua potencialidade para criar soluções e resultados, é o desafio dos líderes talentosos e equilibrados emocionalmente. É ser líder pela habilidade de atrair indivíduos por entendê-los e fazê-los vitoriosos através de suas habilidades. Ser líder de líderes.

Priorizando o crescimento pessoal / profissional

Priorizando o crescimento pessoal / profissional – jul 2007

Vivemos no mundo das mudanças continuas o que exige, dos executivos, equipes e líderes, a readaptação ou a preparação antecipada do que possa vir segundo as tendências. Se imaginarmos que inúmeros centros de pesquisa em redor do mundo estão a pesquisar e desenvolver produtos diferentes, bem como as questões comportamentais do consumidor quanto ao novo, como será liderar executivos neste ambiente que muda e se adapta? Quando os programas que rodam nos computadores ficam maiores, é necessário aumentar o hard drive. Se as demandas junto aos profissionais aumentam, como podem também aumentar as suas competências /capacidades para não ficarem overloaded?

Se você participa deste processo, trabalha numa empresa ou tem o próprio negócio, como está criando o próprio desenvolvimento pessoal de forma que fique sintonizado com as mudanças e tendência do cenário globalizado? No mundo da mudança, se não mudarmos juntos podemos ficar obsoletos rapidamente. É fundamental que trabalhe para o seu crescimento profissional e crescer conforme suas metas e visão de futuro.

É enganoso e prejudicial manter o foco somente no trabalho, nas rotinas e nas metas que precisa alcançar para atender critérios internos. Entretanto, lembre que a competição está aumentando continuamente e que precisa se adaptar ou se recriar para estar alem do que possa vir. Mesmo que se mantenha atualizado é possível que seja trocado por uma mudança da tecnologia, por exemplo. É preciso ter a habilidade para prever, dirigir e fazer a mudança. Mudança requer novas atitudes pelos executivos, líderes que impactarão nos negócios da empresa, fruto da mudança necessária.

Os trabalhadores de conhecimento, como chamava Peter Drucker, não estão imunes ao processo de globalização e competição. Por outro lado, o acesso cada vez maior, através da internet e outras fontes do mercado, as informações, é necessário que haja mais cooperação e diálogo entre os executivos e equipes para juntos serem mais resilientes diante dos desafios. Isso demandará novas formas de liderança e capacitação. Diante deste cenário, pergunto:

Você pode criar sua carreira?

Quanto tempo tem dado à gestão do seu crescimento pessoal? Inclui toda a abordagem, não apenas o crescimento técnico, mas o emocional, o espiritual. Ops! Antes de responder, cuidado com as desculpas que está se dando…..lembre que você é o único responsável pela sua carreira e vida.Não se engane e cuidado com a qualidade dos diálogos internos e julgamentos que possa estar fazendo agora. Hum, buscando um culpado? Justificativas? Delete-as todas. Seja proativo em vez de reativo. Dizer que não tem tempo ou que a família demanda muito, são desculpas. Lembre: quem quer faz, quem não quer arranja uma justificativa.

Veja alguns exemplos do que você pode fazer neste momento para dar prioridade ao seu crescimento pessoal. Observe: quando uma área da vida melhora, a tendência é das outras áreas melhorarem também, estão interconectadas.

1. Traga para si mesmo a responsabilidade do seu próprio crescimento. Afinal, só você pode escrever as paginas da sua vida.

Isto quer dizer que você não deve depender apenas dos programas de desenvolvimento da empresa para expandir suas capacidades. Observe a sua meta profissional e seu programa de desenvolvimento por duas vertentes: aquele que a empresa fornece devido a sua posição e visão de futuro e os programas que você precisa para chegar aonde quer. Pode não ser o mesmo lugar que a empresa imagina. Você deve criar e decidir pelos programas de desenvolvimento para alcançar seu pleno potencial. Se tiver oportunidade, colcoque-se ao seu líder que você tem ambições alem do que crescimento orgânico do manual de carreiras, se existir. Não meça esforços para atingir o que você deseja para crescer.

2. Construa seu próprio caminho.

Se você assumir de fato o caminho de seu crescimento pessoal vai chegar onde quer. Não terá sido uma questão de sorte, mas uma questão de competência pessoal. Não espere que alguém coloque uma azeitona no seu pastel. Busque, identifique o que o fará crescer, faça um plano de ação, observe os possíveis obstáculos e go ahead. Coloque foco em seu crescimento pessoal e procure entender de todas as artes correlatas. As oportunidades baterão a sua porta, não por sorte, mas por competência construída e não por obra do acaso.

3. Procure líderes, um líder coach, que o ajude crescer.

O seu crescimento pessoal pode ser facilitado se encontrar um líder coach que o ajuda a chegar onde quer. Não é dando respostas, mas fazendo perguntas efetivas e focadas, questionando as suas escolhas para saber se de fato está no caminho que imagina. Pode ajuda-lo a eliminar o autoengano ou ate mesmo influenciar na qualidade dos seus diálogos internos. Aprecie os feedbacks recebidos do seu líder coach enquanto caminha em direção a sua meta. Entretanto, caso você perceba que esta batendo no teto e que seu líder não  abre espaço para crescimento, não prejudique sua meta. Procure outro lugar de trabalho onde você possa expressar seus talentos e crescer.

Terei recompensas?

Claro! Sabe qual é a maior recompensa? Ter aprendido a assumir  o controle de sua própria vida. Se assim o fez, será capaz de assumir qualquer outra coisa. Afinal o que é mais importante na vida profissional que não seja a carreira dentro do que traz sentido a você? Lembre que muitos poderão depender do seu sucesso, como sua família, por exemplo. Pense grande, mas dentro de suas competências. Não queira ser o que o outro espera, mas o que seu coração lhe recomenda. O futuro esta em suas mãos, creia nisso e siga em frente.

A era da cultura competitiva

Publicado na Gazeta Mercantil de 8 de maio de 2002

Vivemos num Universo de comportamento não linear e de alta complexidade devido as interligações. As organizações, públicas ou privadas, são comunidades vivas e dinâmicas, portanto, sistemas abertos, auto organizáveis e auto geradores. São geridas por humanos e como tal, sujeitos a emoções, sob as quais podem se basear as atitudes e tomadas de decisões. O caminho ao sucesso/resultado é através das pessoas que são a fonte da criatividade e da vantagem competitiva, incluindo também a tecnologia e o capital. É criar e agregar valor, com responsabilidade social, ao Ser: o cliente, o colaborador, o fornecedor,o acionista e membro da sociedade.

O sucesso da implementação das estratégias e programas de ação nas organizações está diretamente vinculada com a participação, integração e envolvimento dos colaboradores conectados a identidade da missão e visão alicerçados pelos Valores da organização e de si próprios. Busca-se a homogeneidade do propósito do time, onde a força do conjunto está limitada pelo elo mais fraco.

A proteção da organização é o uso continuo de sua cultura, visão e valores que devem ser absorvidos e difundidos por todos os participantes. Cada colaborador é um guardião da teia mental sob a qual está a organização. Se um ponto da teia falha abre espaço para o enfraquecimento dos resultados, quaisquer que sejam. Migramos das estratégias empresariais competitivas para as culturas competitivas.

No mundo da velocidade o que gera a rapidez nas organizações, nas decisões e implementação das estratégias, são os relacionamentos entre todos os participantes do time, o que implica em canais de comunicação interpessoais fluídos e transparentes onde a preocupação maior é o sucesso do resultado da estratégia a ser implantada e não a “razão individual”. É a parte buscando a solução para e com o todo, enquanto que atitudes heróicas e individualistas tendem a prejudicar o todo e a si mesmo. Entender o comportamento humano, usando a sua potencialidade/energia para criar e co-criar soluções e resultados, atrair e reter talentos criativos e emocionalmente equilibrados são os principais desafios dos líderes. É a gestão da essência, do invisível.

É a partir da consciência do indivíduo que chegaremos a melhores resultados via ações pessoais, empresa ou governo. Acreditamos que na cooperação mútua, no respeito e aceitação da percepção do próximo possamos maximizar soluções, a partir de mudanças no comportamento dos colaboradores e líderes, em favor deles próprios, da empresa e da sociedade.

Roberto Cunha

Presidente da Mannaz – Negócios e Consciência

HYPERLINK “mailto:roberto@mannaz.com.br”roberto@mannaz.com.br

Motivação

MOTIVAÇÃO

como ter, como manter

por Roberto Cunha

Por que algumas pessoas parecem estar sempre de bem com a vida? Conseguem concretizar seus sonhos, colocar em prática seus objetivos e, sobretudo, adoram tudo o que fazem? O segredo pode estar na motivação. Descubra aqui os segredos desta palavra-mágica

Outro dia estava assistindo um trio de jazz tocar. Todos os três músicos pareciam estar em completo estado de prazer, de puro êxtase. Olhei-os atentamente para sentir o que se passava no interior e no exterior de cada um deles. Difícil identificar qual deles estava mais alegre. Finalmente, minha energia me levou ao baterista. Os movimentos do corpo, a sincronicidade perfeita no ritmo diferenciado em cada mão e pé, o contentamento no rosto, o olhar calmo, brilhante e doce dirigido aos companheiros… Vibravam juntos. Em alguns momentos, os olhos fechavam, mostrando a profunda comunhão interna que nasce do poder de estar dando de si o melhor. Mente, corpo e alma reunidos. Precisaria perguntar se estavam felizes naquele momento? Todos estavam felizes: músicos e platéia. Aplausos.

Quantas analogias poderiam ser feitas a partir daí com o nosso ambiente de trabalho ou, até, com o nosso cotidiano! Entre os músicos e os colaboradores; o trio/orquestra e a empresa; entre o ambiente musical e o ambiente organizacional; entre a platéia e os acionistas…

Resolvi conversar com o baterista sobre a motivação. Sentindo abertura, perguntei:

Você precisa estar motivado para tocar?

O que mais me deixa feliz é quando me percebo tocando ou quando vou para o ensaio diariamente. O prazer de fazê-lo vem de dentro de mim. Nasce em mim. Ninguém precisa dizer que eu toco bem para eu me motivar. Eu toco para mim, me realizo quando toco. Meu corpo vibra quando estou tocando. Só tenho prazer. Sinto que é quando a minha vida faz sentido. Não penso no dinheiro. Ele é uma conseqüência daquilo que faço pelo prazer de fazer. Fazer o que gosto e gostar do que faço me dá mais energia e vontade de viver.

Em que você pensa quando está tocando?

Olha, como já venho para cá sorrindo, penso em três coisas: primeiro no prazer de fazer o que gosto; segundo na minha responsabilidade e comprometimento com meus colegas e terceiro em proporcionar alegria ao público. Eles são a nossa confirmação externa.

Imagine, que além de estar tendo uma oportunidade de me expressar dentro do que amo fazer, ainda sou remunerado por isso! Como estou nessa energia só posso dar o melhor de mim. O público aplaude não só por gostar do que está ouvindo e sentindo como também pela manifestação da nossa alegria. O entusiasmo contamina. Tudo dá certo. É como viver no presente, no aqui e agora. É isso o que importa para nós. Já pensou numa nota errada ou fora do tempo? Isso não acontece por que todas as nossas moléculas estão dirigidas para um só objetivo: ficarmos encantados com o que  estamos fazemos. Verificou como as pessoas saem do espetáculo? Pode imaginar esse comportamento numa organização…

Você acha que a motivação é importante?

Sim e não. Se trabalho fazendo o que não gosto muito, fico esperando que o tempo passe para ir fazer outra coisa menos chata. Se trabalho para pagar as contas ou por que isto enche o meu tempo, se estou num departamento que não é o que eu queria, se o que faço não dá significado a minha vida, se faço o que meus pais/amigos /namorado(a) querem que eu faça em vez do que eu quero etc, com certeza vou precisar estar me motivando, sendo motivado e buscando forças o tempo todo. Tanto eu quanto a empresa estamos despendendo energia à toa. Tempo e investimento pelo esgoto. Agora, se amo o que faço e isto dá sentido à minha vida como Ser,  de que motivação preciso? Ela já está inerente. Fico querendo sempre mais crescimento, sou dedicado e criativo. Minha alegria é contagiante e vou contaminando positivamente os ambientes. Aprimoro meu trabalho diáriamente, buscando a excelência, a qualidade e a produtividade continuamente, me realimentando de positividades. Tenho alegria, saúde e entusiasmo.

Qual o papel do líder na motivação?

Às vezes não estamos nos sentindo bem por alguma manifestação egóica. O líder conhece o potencial e o dom da cada um. A mente consciente ou inconsciente tem um poder enorme sobre o nosso estado geral. Se nos deixarmos levar por uma raiva, sentimento de culpa etc, o desempenho pode ser menor. Neste caso cabe ao líder nos lembrar quem somos, atingir a alma e trazer-nos para o presente. Os sentimentos negativos estão todos no passado, já se foram. Sinto que as empresas deveriam facilitar as coisas para que os colaboradores consigam perceber quem são, criando ambientes para que as pessoas dêem o melhor de si. Todos vão ganhar. Os líderes devem dar estímulos para agir e não duchas frias. Apreciações cheias de negativos, por exemplo, são grande duchas geladas….da mesma forma que avaliações com reultado em premios ou castigos. Já percebeu que é assim que tratam os animais nas competições? Será valido para nós?

Você acha que motivação tem relação com o autoconhecimento?

Sem dúvida. Se eu não soubesse quem sou, se não tivesse descoberto o meu verdadeiro talento – o que me deixa feliz quando atuo, eu não estaria numa boa como estou agora. Olhe, para as pessoas que foram ou ainda são sucesso, como os pintores, artistas, escritores, há um propósito, há a manifestação de uma inspiração, um desejo, uma manifestação da alma. Isso é liberdade. Isso é a expressão do amor, isso é real. O Universo é uma grande orquestra onde cada um dos habitantes, de todos os reinos, deveriam tocar seus instrumentos no tempo e na escala correta, olhando para si mesmo e para os outros e favorecendo o propósito final que seria o nosso bem estar. Por isso preciso descobrir qual é o meu “instrumento”. Enquanto não descobrir isso, talvez fique precisando de motivações externas para poder me manter em pé.

Que sugestões você daria para aqueles que buscam a motivação?

Poucas, porque a motivação é algo muito simples. É como colocar um ovo em pé.

1- Descubra o seu talento, o seu dom pessoal, aquilo que dá sentido a sua vida e que lhe dá prazer de fazer. Qualquer coisa. Não julgue, apenas faça e mergulhe de cabeça. Coragem. Com certeza, você será o melhor naquilo. O Universo precisa de você, uma vida dentro da grande orquestra.

2 – Não se preocupe com o que os outros vão pensar sobre o que você decidiu fazer. Não paute a sua vida pela percepção dos outros. Sua vida só interessa a você e só você pode trazer a felicidade que precisa. Ela não é imputada. Ela é descoberta dentro de você. Quando descobrir o que é o melhor de você, a motivação vem junto.

3- Não se auto-sabote, não se auto-engane e tenha coragem de vivenciar o prazer. Esse é o seu momento.

4- Amar a si mesmo é o ponto básico da descoberta interior e da automotivação.

5- Busque um ambiente de trabalho onde haja uma comunhão de propósitos: o seu com o da organização. Quando os colaboradores consideram nobres os propósitos da empresa eles se orgulham de pertencer a elas. Isso gera mais motivação.

6- Seja ético, tenha respeito mútuo, confiança e lealdade nos centros das relações.

7-Seja você e siga sua intuição, sempre.

O poder de Ser

O poder de Ser

jan 2002

Neste momento de perplexidade mundial, diria do redespertar para o Ser, o mínimo que podemos fazer  é voltar a se questionar sobre que caminhos nós queremos construir para a humanidade: o do medo ou do amor. Medo é falta de fé, medo é ausência de amor. Amar é  estar em Deus, no seu Deus interior. Amar é acreditar que somos completos, é  sentir amor a si mesmo e ao próximo. É desejar ao outro o que desejo a mim. É não julgar. O caminho da vida se faz agora, neste exato momento. O hoje foi construído com nossas atitudes passadas e o amanhã será feito com o que fazemos agora. Portanto, comecemos a mudar de atitudes já. É uma escolha viver com pensamentos de amor ou de medo. De união ou separação. Estamos sentindo o que a separação é capaz de fazer. Ninguém gosta de ser rejeitado, qualquer que sejam as formas. Existem muitas e nós sabemos disso. Quando queremos, sabemos ser amorosos, e que força tem o amor. Muito  mais forte do que a do ódio. Com o nosso amor poderemos vencer  o ódio da rejeição. A grande rejeição é a que fazemos de nós mesmos. A raiva vem quando, por impotência, não temos força para mudar. Agredimos para nos livrarmos da raiva.

Nenhuma destas atitudes leva à cura. A única é pelo perdão a si mesmo e o encontro com seu divino interior.

Todos gostamos de sermos aceitos e amados. Quando crianças agredimos ou pirraçamos para chamarmos atenção dos pais…” estou aqui, me olhe, me ame, me aceite como eu sou”. Quando ficamos “ grandes”, “adultos”  e nos sentimos rejeitados o que fazemos?  Não é hora de sentir a consciência?

É tempo de  questionar os critérios que adotamos sobre o que são os valores humanos. Desde o início dos tempos quando o Homem permitiu separar-se do Criador através da síndrome do pecado e culpa, ambos inexistentes, que as distâncias entre as pessoas vem sendo aumentadas.

Criamos uma barreira pelo material sem lembrar que já somos unidos  pela origem.  De um lado o Ter é mais importante do que o Ser enquanto do outro lado é a riqueza espiritual, amor e a compaixão ao próximo como a si mesmo, que mantém o enobrecimento da alma, esta eterna por que é uma centelha estendida do Criador. Algumas  pessoas levam a fé ao extremo, a cegueira e o poder da crença, aliado a uma situação econômica. Efetivamente nada levamos no nível físico, apenas as nossas atitudes.

Levados na maioria das vezes pelas atitudes egóicas, como o orgulho, medo e vaidade, obcecados pelos apelos do marketing e da fumaça da matéria, ultimamente tocando direto no emocional das pessoas ou nas ” aparente carências “, onde a ” segurança” individual está nos suprimentos externos desprezando desta forma o verdadeiro poder interior individual, que gera a vida e a cura, a grande massa de consumo é direcionada para coisas que efetivamente não acrescem a qualidade de vida sistêmica. Todo o sistema de pensamento econômico está em cheque. Toda a escala de valores deve e precisa ser repensada. Ora, que qualidade de vida é essa que ao sair de casa ou até mesmo nela me tranco ou me protejo com receio do que possa vir do lado de fora? Vale aqui a famosa frase de que o “problema é do outro ou das autoridades governamentais” ou isso é resultado das atitudes ou visão distorcida da verdadeira realidade que é a falta de amor e de pensarmos sistêmicamente? Não dá mais para pensarmos isoladamente. Os reflexos de nossos atos são profundos e infelizmente ainda não acordamos, ou poucos estão centrados, do sonho letárgico a que nos permitimos. Será que vale a pena lucros fantásticos, carga tributária elevada, concentração de renda, quando a maioria da população passa por necessidades básicas não atendidas? Será que esse desejo natural, humano e reprimido desta população, inflado pela fome e por achar que a “culpa” é do outro, possa se transformar num ato de “ violência” ? Será que quando atinjo o orgulho ou as crenças de uma pessoa ou empresa através de uma atitude, muitas vezes impensada, podemos estar criando uma reação inimaginada? Quantas “violência” cometemos no nosso dia a dia? Por certo se nos colocássemos no lugar do outro, desejássemos ao outro o que desejamos a nós mesmos, a qualidade das atitudes poderiam ser diferentes bem como as respectivas respostas. Na maioria das vezes queremos ter razão em vez de procurar sermos felizes com o outro.

Há que se pensar no verdadeiro propósito dos seres humanos. Afinal estamos aqui para que? Para nos matar ou para nos amar? O que nos afasta um do outro? Se olharmos para dentro de nós e perguntarmos: o que eu faço por  amor a mim mesmo? O que eu faço pelas pessoas que estão próximas a mim? O que me impede?

Se começarmos a andar no caminho para reduzir as diferenças, pensar e agir socialmente com amor seguindo a frase de Einstein “O homem pode encontrar significado na vida,  curta e perigosa como é,  somente através de seu devotamento à sociedade” acredito que poderemos fazer um mundo realmente melhor. Nós temos esse poder transformador e deveríamos ser agentes transformadores pelo comportamento como ser ou como empresa que no fundo é a mesma coisa: as empresas retratam o pensamento conjunto das pessoas, acionistas, colaboradores e parceiros. O caminho é o do amor e primeiro a nós mesmos por que cada um dá o que tem e somente no amor podemos passar amor.

Roberto Cunha

Mannaz Educação Sistêmica Ltda

robertolpcunha@mannaz.com.br

A chance do amor

O mundo apreciou hoje umas das cenas mais dramáticas da historia da humanidade neste ataque surpresa ao TWC – Trade World Center e ao Pentágono.

Não cabe a mim julgar tal episódio por que acredito na lei natural de causa e efeito, mas cabe sim fazer perguntas para que nós possamos fazer mudanças em nossos pensamentos e comportamentos diante do outro irmão. É preciso ter compaixão. Criamos a  nossa própria realidade, aquela que queremos ver.  Quantas agressões repentinas fazemos no nosso dia a dia com o colega, a mulher, um filho, um cliente, um fornecedor, ao pedinte e até mesmo a nós mesmos? E as nossas crianças assistindo tudo isso, que alias já viram nos filmes pela televisão, a qual poderia repensar o que manda para o publico do mesmo modo que escritores e produtores. Não existiriam se não houvesse público para isso. Nem sempre nos lembramos que somos coniventes quando pactuamos silenciosamente com o que acontece em nossa volta. Ah, o problema é do outro.

Esse é o grande engano por que tudo aquilo que faço ao outro o faço também a mim mesmo e tudo aquilo que faço a mim o faço também a todos por ressonância. Somos mentes unas.

Será que esta não é uma oportunidade impar de mudar as regras do jogo da vida, saindo da competição predatória para a cooperação? Pensarmos no todo em vez das partes? Do mais poderoso sobre o mais fraco? Se somos seres espirituais, qual é o poder? Da matéria ou da Luz? Se somos iguais na essência, na origem, para que a separação do outro irmão? Quando nos separamos do outro estamos no fundo se separando de nós mesmos. Se não tenho amor a mim como posso Ter amor ao outro? Será que dá para amar o concorrente?  Se não dá, qual é a base do sentimento envolvido numa negociação?

O mundo tem, como sempre teve, a chance de mudar entrando para os valores  da alma, o amor substituindo a raiva e o medo. Mudando a forma de produzir, dando prioridade ao bem estar antes que o lucro que em alguns segmentos chegam a assustar pelo propósito que tem como empresa.

Se imaginarmos que é a nossa raiva acumulada que, ao fazer a massa critica, materializa na forma de um ato, poderíamos agora nos conscientizar da importância que é olhar para dentro de nós e começarmos a nos limpar e tratar o que nos incomoda? Trocar a raiva que temos, que não é do outro, mas sim de nós mesmos, pela aceitação e amor? Poderíamos mudar e sentir que somos Luz em movimento antes de qualquer manifestação? O que mudaria em voce se tivesse esta consciência? Como seria o seu mundo?

Mudar os critérios de riqueza, a concentração cada vez maior da renda na mão de algumas empresas, nações e pessoas? Será que a grande preocupação agora é saber quanto as empresas vão perder de receita e lucros; os administradores com relação aos bonus e o governo na provável perda  na arrecadação de impostos  ou é o momento de sentir e transformar o modelo do ganha perde para o ganha ganha?  De que vale uns ganhando tanto e outros tão pouco, marginalizados numa vida vegetativa? É esse o modelo que faz melhorar a qualidade de vida? Será que não dá para sentir que esse modelo fragmentador/cartesiano só está levando a destruição de todos nós? Estamos vivendo um holocausto de valores, uma terrível inversão na ética dos relacionamentos, no egoísmo e na crença da escassez, a de que somos seres incompletos, o que definitivamente não somos. Apenas não acreditamos.

Nunhum processo de mudança, qualquer que seja, começa pelo lado de fora. Vem exclusivamente de dentro de cada um de nós. Mudando nosso sistema de crenças, mudando paradigmas internos, aceitando a verdade do outro sem querer impor a sua verdade num mundo da relatividade. Que mudança podemos começar a fazer em nossas empresas ou em casa a fim de que não venhamos a ter outros acidentes? Será que está na hora de ouvirmos mais o outro e a nós mesmos, saber de seus anseios, suas dificuldades e necessidades, humanizar mais e mais as organizações, conhecer melhor as pessoas, sentir e intuir o invisível…..o que é real. Por que tudo é impermanente e até aquilo se pensava ser o “porto mais seguro”, inviolável, se mostrou tão insólido que nem o vapor. Podemos num piscar de olhos deixar de Ter tudo que é matéria, que na realidade quântica não existe. E a isso nos apegamos, brigamos e morremos fazendo dela o sentido da vida.

Será que é isso mesmo?   Só há um porto seguro: o que está dentro de nós.

Estamos no limiar de uma grande mudança e que acredito seja para melhor desde que nossos corações emanem canções de amor e não de ódio ou revanche. Os nossos atos só atingem a nós mesmos.

O caminho é o que o Mestre Gandi escolheu: o da não violência, no qual acredito.

Vamos meditar e orar no canal do amor, a partir de nós mesmos, dentro e fora das organizações para que possamos neutralizar o ódio das desigualdades que alguns pensam que existe.

Você pode criar sua carreira?

Quanto tempo tem dado à gestão do seu crescimento pessoal? Inclui toda a abordagem, não apenas o crescimento técnico, mas o emocional, o espiritual. Ops! Antes de responder, cuidado com as desculpas que está se dando…..lembre que você é o único responsável pela sua carreira e vida.Não se engane e cuidado com a qualidade dos diálogos internos e julgamentos que possa estar fazendo agora. Hum, buscando um culpado? Justificativas? Delete-as todas. Seja proativo em vez de reativo.Dizer que não tem tempo ou que a família demanda muito, são desculpas. Lembre: quem quer faz, quem não quer arranja uma justificativa.

Veja alguns exemplos do que você pode fazer neste momento para dar prioridade ao seu crescimento pessoal. Observe: quando uma área da vida melhora, a tendência é das outras áreas melhorarem também, estão interconectadas.

  1. 1. 1. Traga para si mesmo a responsabilidade do seu próprio crescimento. Afinal, só você pode escrever as paginas da sua vida.

Isto quer dizer que você não deve depender apenas dos programas de desenvolvimento da empresa para expandir suas capacidades. Observe a sua meta profissional e seu programa de desenvolvimento por duas vertentes: aquele que a empresa fornece devido a sua posição e visão de futuro e os programas que você precisa para chegar aonde quer. Pode não ser o mesmo lugar que a empresa imagina. Você deve criar e decidir pelos programas de desenvolvimento para alcançar seu pleno potencial. Se tiver oportunidade, diga a seu líder que você tem ambições, alem do que crescimento orgânico do manual de carreiras, se existir.Não meça esforços para atingir o que você deseja para crescer.

  1. 1. 2. Construa seu próprio caminho. 

Se você assumir de fato o caminho de seu crescimento pessoal vai chegar onde quer. Não terá sido uma questão de sorte, mas uma questão de competência pessoal. Não espere que alguém coloque uma azeitona no seu pastel. Busque, identifique o que o fará crescer, faça um plano de ação, observe os possíveis obstáculos e go ahead. Coloque foco em seu crescimento pessoal e procure entender de todas as artes correlatas. As oportunidades baterão a sua porta, não por sorte, mas por competência construída e não por obra do acaso.

3. Procure líderes, um líder coach, que o ajude crescer.

O seu crescimento pessoal pode ser facilitado se encontrar um líder coach que o ajuda a chegar onde quer. Não é dando respostas, mas fazendo perguntas efetivas e focadas, questionando as suas escolhas para saber se de fato está no caminho que imagina. Pode ajuda-lo a eliminar o autoengano ou ate mesmo influenciar na qualidade dos seus diálogos internos. Aprecie os feedbacks recebidos do seu líder coach enquanto caminha em direção a sua meta. Entretanto, caso você perceba que esta batendo no teto e que seu líder não  abre espaço para crescimento, não prejudique sua meta. Procure outro lugar de trabalho onde você possa expressar seus talentos e crescer.

Terei recompensas?

Claro! Sabe qual é a maior recompensa? Ter aprendido a assumir  o controle de sua própria vida. Se assim o fez, será capaz de assumir qualquer outra coisa. Afinal o que é mais importante na vida profissional que não seja a carreira dentro do que traz sentido a você? Lembre que muitos poderão depender do seu sucesso, como sua família, por exemplo. Pense grande, mas dentro de suas competências. Não queira ser o que o outro espera, mas o que seu coração lhe recomenda. O futuro esta em suas mãos, creia nisso e siga em frente.